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welcome to my fucking mind
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slanting:

(by Megan)

Cigarro é sinônimo de você. Digo isso porque algo que você carrega no olhar, no canto dos lábios e nas pontas dos dedos me instiga, mesmo eu não sabendo do que se trata. Eu poderia citar todos os tipos de drogas, desde licitas até ilícitas, mas prefiro o cigarro. Ou melhor, você prefere. Somos um triangulo amoroso: eu, você e o cigarro. Eu dizia coisas como “você seria mais interessante se não fumasse”, enquanto você retrucava afirmando que o-seu-mistério-estava-na-fumaça. E talvez estivesse mesmo. Você fumava e isso não mudava o fato de que você continuava sendo um cara com ar superior a todos os outros caras, mesmo tendo plena consciência de que os seus pulmões estariam totalmente debilitados ao longos dos anos. Você não se importava com as criticas dos demais - nem mesmo com as minhas - e isso era admirável. Eu pensava que fumar era o seu pior defeito, até descobrir que, na verdade, era o que tornava a sua personalidade incomparável. Não quero dizer que sou a favor disso. O que eu quero dizer é que você, mesmo com um ou outro cigarro em mãos, consegue transmitir a imagem de um homem forte, independente, inatingível, imutável. E, além disso, consegue me ter em mãos também. Uma triste história pra virar livro: eu era viciada em você, enquanto você era viciado em cigarro. Tentei fazer com que você se viciasse na minha voz, no gosto do meu beijo, no cheiro do meu cabelo, no barulho da minha risada ou em qualquer outra coisa que te livrasse desse mundo cinza. Foi então que me dei conta de que o que eu enxergava como uma mera porcentagem de substâncias tóxicas, você via como um melhor amigo. O cigarro era a sua melhor companhia e a fumaça era a sua melhor amiga dançando no ar. O problema foi que eu demorei muito tempo pra perceber que travar uma guerra contra algo que faz parte de você seria em vão. Eu enxergava o fim da sua vida baseado em pólvoras, enquanto você encontrava ali um apoio, um consolo, um ombro nas noites vazias. O calor da brasa se movia malemolente entre os seus dedos frios até, enfim, apagar-se. Compreendi, então, que não importa quantos segredos você conte ao fogo, ele morrerá logo e ninguém precisará saber. Talvez o seu vício por cigarros tenha sido causa da falta de abraços verdadeiros, aconchegantes e acolhedores no passado. Um cafuné, um beijo na testa, um ouvido capaz de escutar, quem sabe. Você não vive tentando levantar alguma bandeira, mas defende a sua. E agora eu entendo isso. Antes eu jogava na sua cara que você poderia ser o príncipe dos meus sonhos se quisesse, bastava parar de fumar. A sua atitude não foi surpresa pra ninguém: antes sair da minha vida à ser um príncipe que você não é. Isso me fez perceber que essas coisas a gente não escolhe, o coração é quem distribui as cartas e faz as regras do jogo. Hoje, confesso, eu também me encontro em pleno vício. Pensei até em procurar por ajuda, se duvidar. Descobri que o amor também pode ser considero uma droga - uma das piores, pra falar a verdade. É normal amar tanto alguém quanto eu aprendi a te amar? O cigarro continua entre nós, mas dessa vez a favor de me ajudar a decifrar os teus enigmas. Lutamos pelo mesmo lado agora. Desde aquele dia, quando eu resolvi te questionar o porquê. Afinal, qual o motivo? Digo, tantas coisas pra se viciar por aí, porque o cigarro? Você respondeu sem pensar duas vezes: enquanto uns são viciados em cigarro, outros são viciados em pessoas. Felizmente sou viciado em cigarro.
— Capitule, O vício. (via capitule)
Era por isso que eu gostava da chuva, quando ela caia eu prestava mais atenção no barulho da água caindo do que nos meus pensamentos. Chuva me acalmava, me ajudava a fugir da barulheira que é aqui dentro.
Carol Alves, promisse. (via contempus)
Meu universo é diferente dos demais, não aceito histórias pelas metades, sou exigente e amante do infinito, meus pensamentos são violentos e espancam meu interior, tenho saudades constantes, mas não sei exatamente de quem, ou do quê. Vivo na angustia da espera por algo incerto, quero tudo, quero o mundo, e daqui a dois minutos, já não quero nada, tudo se torna piada. Não sei quem sou, o que faço, me sinto um reflexo de algo abstrato. Ando perdido, sem norte, sem bússola, sem estrela guia, sem santo, sem céu. Ando na sombra, na névoa, sempre com um toque amargurado, enfraquecido que raramente é compreendido, passo um bom tempo olhando nos meus próprios olhos, buscando respostas que tragam sentido. Talvez eu seja o sonho de alguém, que depois de um longo dia cansativo, deitou, mas em vida nunca me encontrou. Aqueles que me veem diariamente mal sabem que a dor, na minha porta bateu, e na minha alma se alastrou - como o fogo que inflamou e destruiu tudo por onde andou.
Sean Wilhelm. (via sonhos-re-novados)

oreorockets:

punkgrl:

underthecarolinamoon:

Men put a lot of things in their truck beds—but the sweetest, undoubtedly is a bunch of cozy old quilts for nights like these.

this is a dream

wow 

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tattooedmafia:

Hattie Watson

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